Levando o conceito e as ferramentas de valoração e gestão empresarial de serviços ecossistêmicos às Federações das Indústrias brasileiras

28/09/2017
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Desde o final de 2016, a parceria entre o Projeto TEEB Regional Local (TEEB R-L) e a iniciativa Tendências em Serviços Ecossistêmicos (TeSE) promoveu capacitações para as empresas de seis Federações das Indústrias no tema de Valoração e Gestão Empresarial de Serviços Ecossistêmicos.

O ciclo se iniciou em novembro de 2016 na Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), passando em 2017 pelas federações de Goiás (FIEG) e Rio de Janeiro (FIRJAN) em abril, Minas Gerais (FIEMG) em maio e Amazonas (FIEAM) em junho. Em setembro, foi realizada a última capacitação do ciclo na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Neste processo, participaram ao todo 142 pessoas.

Por meio destes encontros, os participantes puderam ter mais claro a relação entre o capital natural e negócios, bem como os possíveis riscos e oportunidades que estes representam. Nesse contexto, o grupo foi conheceu e aplicou métodos de valoração econômica e não econômica para a auxiliar a tangibilizar a dimensão de importância dos serviços ecossistêmicos.

Cada capacitação nas federações estaduais tem os mesmos objetivos, mas inclui experiências práticas de organizações e empresas locais. Dentre os casos apresentados, estão os casos empresariais de valoração de serviços ecossistêmicos desenvolvidos no âmbito da TeSE pelas empresas Anglo American, Assessa, Beraca, Centroflora e Minerita.

O reconhecimento das relações de dependência com a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos permite que as organizações possam prever a necessidade de inovação em processos, recursos e gestão em diversas áreas como, por exemplo, no monitoramento de programas ambientais, no aperfeiçoamento da avaliação de impacto, na melhoria da gestão de riscos e na análise e decisão de alternativas locacionais.

Esses encontros configuraram-se como espaços ricos para aprendizagem e troca de experiências. Por meio deste processo, a TeSE contribuiu para disseminar o tema e que os participantes, em suas empresas e redes de atuação, passem a aplicar o conhecimento na gestão da relação das empresas com o capital natural, para assim gerar e proteger valor para as organizações e também contribuir para o uso adequado dos recursos naturais dentro do contexto de uma economia com recursos finitos.

De acordo com Luciana Alves, assessora técnica da GIZ, “o desenvolvimento de capacidades é uma importante estratégia para uma melhor atuação dos técnicos da CNI, das Federações Estaduais das Indústrias e das empresas na integração de aspectos da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos na prática empresarial e nas cadeias de valor, apoiando orientações e recomendações adequadas às necessidades e formas de atuação das instituições”.

O ciclo de capacitações é parte do Projeto TEEB Regional-Local, resultado de uma parceria da Confederação Nacional da Indústria – CNI com o Ministério do Meio Ambiente – MMA, no âmbito da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. 

Fotos: Divulgação GVces

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